Posts Tagged ‘meio ambiente’

Mudanças Climáticas: Repense!

Thaylizze Pereira

Quando se fala em meio ambiente, um dos temas mais contemporâneos são as mudanças climáticas que atingem todo o mundo de forma mais ou menos impactante, entretanto não deixando de estar presente.

O Intergovernamental Pannel on Climate Change (IPCC)[1] lançou em seu mais recente relatório algumas das consequências da brusca mudança climática que nosso planeta vem sofrendo e os efeitos caso a temperatura continue subindo. Assim, eles preveem um extremização do que conhecemos como verões e invernos, com isso o excesso de secas e enchentes. Com o excesso do calor, a intensificação das tempestades e de sua continuidade, surgimento de maiores números de furacões, aumento do nível do mar, entre outras, essas são algumas consequências colocadas em destaque sobre qual o papel das mudanças climáticas em nossas vidas, e como seremos afetados por elas.

Talvez se pararmos para pensar um pouco, notaremos que não estamos mais falando de algo que vai acontecer daqui muito tempo, ou daqui alguns anos; nota-se que esses efeitos já estão sendo sentidos por nós no nosso dia a dia, mas talvez essa macha ardilosa da poluição que cobre nossos olhos não nos deixam enxergar em que nível já chegamos!

Os cientistas da IPCC nos afirmam que no ultimo século a temperatura da terra, mudou de 13,8ºC para 14,6ºC e os principais causadores desse aumento de temperatura seriam o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O), que são os gases responsáveis pelo efeito estufa e que são produzidos pelo homem desde 1750 e lançados a atmosfera cada vez mais intensamente. Vale lembrar que o CH4 e N2O são produzidos principalmente pelas atividades do agronegócio.

Em uma declaração feita por esses cientistas no relatório publicado em 2007, eles afirmam: “O aquecimento do sistema climático é inequívoco, como está agora evidente nas observações do aumento das temperaturas médias globais do ar e do oceano, do derretimento generalizado da neve e do gelo e da elevação do nível global médio do mar”.

Assim, a notícia que nesse século a Amazônia terá menos chuva e ficará mais seca, publicada pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT)[2] essa semana, nos deixa ainda mais alarmados. De acordo com o relatório climático publicado pelos mesmos, as áreas do norte do continente – Amazônia e o Nordeste do Brasil – terão deficiência de chuvas contendo redução de até 40%.

Esses também nos alertam para as políticas públicas e condições de saúde humana e o aumento de problemas relacionados com doenças respiratórias e cardiovasculares, entre outras; e em relação às mudanças climáticas.

Será que não é hora de pararmos para refletir o que está acontecendo com o planeta e de que maneira poderemos diminuir os impactos ambientais? Ou vamos deixar para as futuras gerações tentarem resolver nossas atitudes sem regras e sem responsabilidade ambiental?

Fontes:

http://www.ccst.inpe.br/inct/activity.php

http://brazilianspace.blogspot.com/2011/02/relatorio-de-atividades-do-inct-mc-ja.html

http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias2/noticia=727055

http://www.institutocarbonobrasil.org.br/#mudancas_climaticas

 


[1] O IPCC é a autoridade científica das Nações Unidas responsável pelas informações oficiais sobre o aquecimento global. A entidade reúne centenas de cientistas atmosféricos, oceanógrafos, especialistas em gelo, economistas, sociólogos e outros especialistas que avaliam e resumem os principais dados sobre mudanças climáticas.

[2] O INCT-MC reúne cientistas de instituições de pesquisa em meio ambiente no Brasil, sendo financiados pelo Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) do MCT e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação (MEC) e por agências estaduais de fomento.

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Sociedade de Consumo X Impactos Ambientais: Que tal refletirmos um pouco?

Thaylizze Pereira

Uma questão fundamental a ser analisada e discutida nos dias de hoje é a sociedade contemporânea que se baseia na produção e no consumo e em virtude disso ocasiona danos irreparáveis ao meio ambiente. A indiferença que o homem tem tratado o ambiente ao qual vive, tem trazido imensas alterações no planeta, essas com um elevado grau de destruição que jamais poderão recuperadas, levando-nos cada vez mais próximos de um colapso entre o consumir e o destruir.



Assim como nos mostra o vídeo, esse acelerado ritmo de consumo atribuído a nós é insustentável ao planeta causando inevitavelmente impactos ambientais catastróficos. Seguindo essa lógica, Brandsma, Erich H. & Eppel, Jeremy, nos enfatiza que nos últimos 45 anos, a economia global praticamente quintuplicou, levando por exemplos o consumo de papel crescer mais de seis vezes e o uso de combustíveis fósseis aumentar em torno de quatro vezes, da mesma forma como que houve os aumentos do nível de emissões de CO2.

Uma vez que não houve um processo de interação sustentável entre a sociedade e natureza, colocamos como vilões dessa historia a produção e o excesso de consumo, como sendo responsáveis pelas maiores agressões causadas ao meio ambiente.

Portanto, basta-nos esperar que a sociedade a qual estamos inseridos reflita arduamente sobre tudo ao qual esta a sua volta e qual foi o seu efetivo papel para essas transformações ocorrerem, entendendo que assim como os animais e as plantas, nós seres humanos somos parte integrante do meio ambiente fazendo com que os problemas ambientas não sejam só responsabilidade do governo e não se tornem alheios a nós, buscando assim o tão sonhado respeito e equilíbrio entre homem e natureza.

Fontes:

Brandsma, Erich H. & Eppel, Jeremy. “Produção e consumo sustentáveis: um enfoque internacional”. In: Ribemboim, Jacques (org).  Mudando os Padrões de Produção e Consumo. IBAMA, 1997, pág 112.

http://www.webartigos.com/articles/24589/1/Consumo-x-Meio-Ambiente/pagina1.html#ixzz1FBxY8cR3

http://www.cenedcursos.com.br/a-sociedade-consumo-meio-ambiente.html

 

Energias renováveis x produção de alimentos: Qual o caminho?

Cassia Lussani

A temática relativa aos recursos energéticos renováveis e limpos ambientalmente ganhou grande visibilidade na atualidade. Vários estudos estão sendo estimulados para tratar dos problemas que surgem com essa mudança do padrão de proveniência da energia. A diminuição da emissão de CO2 assim como a necessidade de se encontrar novos meios sustentáveis e que não sejam recursos energéticos de curto prazo de alcance se tornaram pauta dos noticiários como de órgãos de pesquisa públicos e privados.

Em reportagem* do dia 22 de fevereiro vinculada a Folha de São Paulo (versão digital), publicou-se que, segundo estudo do Banco Mundial, para se reduzir a emissão de CO2 no Brasil até 2030 seriam necessários em torno de 400 bilhões de dólares em investimentos.

Muitas alternativas indicam a substituição da utilização de combustíveis fósseis, como a gasolina, pelo etanol. E o uso de energias limpas, como as produzidas em hidrelétricas e a eólica aparecem como competentes para a continuidade de expansão industrial sem ônus para o meio-ambiente.

Estudos que se voltam para essa temática ambiental nos contemplam por estarem abordando um problema que tão pouco destaque teve nos anos que a industrialização iniciou-se e que, como conseqüência, suas ações mal direcionadas são sentidas na atualidade.

Porem, ao pensarmos as formas como estão sendo pensadas essas alternativas de energia, percebemos que a viabilidade econômica é pensada de forma aprimorada, mas não os impactos socioambientais que a implementação dessas alternativas causariam. Veiculada pela Folha de São Paulo no dia 16 de fevereiro, uma reportagem** afirma que segundo balanço do IPEA, o Brasil consumiu, em 2009, 25 bilhões de litros de etanol, e que, para o ano de 2017, essa demanda poderá ser de 60 bilhões de litros. Mas de onde iremos tirar tamanha produção de álcool combustível?

Apesar da grande área agriculturável do Brasil, sabemos que esse recurso utilizado de forma imprudente pode se esgotar. A necessidade imediata de alternativas energéticas também não considera o principal papel da agricultura: a produção de alimentos! A quem o papel de produtor de alimentos para o consumo humano será dado quando os incentivos a produção de soja e outras oleaginosas superar a agricultura tradicional destinada a produção de alimentos de primeira necessidade?

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Referências:

* http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/879348-brasil-necessita-de-us-400-bilhoes-para-cortar-emissoes-de-co2.shtml

**http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/876405-brasil-precisa-de-investimento-em-energia-limpa-diz-ipea.shtml

Zugzwang

Documentário discute biocombustíveis

Dirigido por Duto Sperry, produzido por brasileiros, o filme mostra as vantagens das fontes de energia renováveis, ressaltando o lugar do Brasil e de outros países emergentes na construção de uma nova economia: com mais igualdade social, menos devastação ambiental e mais desenvolvimento.

Parte 01

Parte 02

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