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Bicicletada anti-nuclear!

 

Cassia Lussani

Estando em voga atualmente na mídia os problemas causados pelo uso da energia nuclear, saiu uma matéria pelo Estadão online no último dia 27/03* consultando Perline Noisette, física e engenheira da ONG Sortir du Nucléaire.

Em sua entrevista, a pesquisadora que é ativista contra a falta de segurança nas usinas nucleares, lembra o caso brasileiro do acidente com césio-137 em 1993 dizendo “salta aos olhos a falta de controle no que se refere ao uso e ao descarte desses equipamentos que representam grande risco à saúde humana”.

Esta forma de energia se mostra insegura, uma vez que mesmo com todos os procedimentos de segurança das usinas japonesas, ainda assim não foi o suficiente para garantir a segurança de uma possível descarga de dejetos nucleares no meio-ambiente.

Diante das informações de que os níveis de radioatividade dia a dia aumentam na região de Fukushima, vê-se que as tentativas de diminuir a proporção da catástrofe não surtem efeitos imediatos.

Dentro dessa dinâmica, ao pensarmos o Brasil hoje, que possui duas usinas nucleares, Angra 1 e 2, e que planeja a construção de uma terceira, será que podemos deixar que continuem se desenvolvendo esses projetos que possuem grandes riscos? Não seria mais viável em questão de segurança energias limpas como a eólica e a solar?

Em vista dessa temática latente nos últimos dias, hoje, 29/03, foi publicada na página do Greenpeace Brasil no Facebook** um convite para um ato anti-nuclear a ser realizado em São Paulo, capital. Chamada de “Bicicletada anti-nuclear” a manifestação está prevista para sair domingo, 03 de abril de 2011 às 10:00 em frente ao escritório do Greenpeace, na Rua Alvarenga, 2.331, Butantã. Mais informações na página: http://www.facebook.com/event.php?eid=120199721391468

Participe!

*http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110327/not_imp697841,0.php

**http://www.facebook.com/GreenpeaceBrasil

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Energia Nuclear: Herói ou Vilão?

Thaylizze Pereira

Para diminuir as emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa e seus impactos na mudança climática no mundo, decidiu-se por adotar o uso da energia nuclear como sendo um modo de produção de energia eficaz e sem grandes problemas ambientais. Depois dessa medida, a produção de energia elétrica se modificou, a energia nuclear obteve um salto de 0,1% para 17% em 30 anos de utilização da mesma, se aproximando da porcentagem de energia produzida pelas hidrelétricas.

De acordo com os dados da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) 32 países já se utilizavam de energia nuclear em 1998, somando um total de 434 usinas nucleares e ainda haviam outras 36 usinas sendo construídas. Hoje essas já são mais de 350 em construção em todo o mundo. A explicação que a AIEA obtém para esse crescimento é preocupação com o aquecimento global que se alastra por todo o mundo.

Mas, em virtude do ocorrido no Japão dia 11 desse mês, sexta-feira, o mundo todo se alertou para o uso de energia nuclear, pois o terremoto seguido de tsunami acabou por provocar vazamento de material radioativo da usina de Fukushima. O que mais alarma a sociedade civil é o fato de que as usinas japonesas serem consideradas as mais seguras do mundo e o país o melhor preparado a lidar com desastres desse porte.

Outros dados da AIEA nos deixam mais alarmados, quando notamos que cerca de 20% das usinas nucleares estão localizadas em áreas de atividade sísmica. E ainda existem os novos projetos que aumentaram as chances de acontecimentos como esse da ultima semana no Japão.

Para pressionar as autoridades grupos de ambientalistas de todas as partes do mundo, querem que sejam feita a suspensão dos novos projetos e que se criem padrões mais rigorosos de controle e segurança desse tipo de energia.

Em virtude disso, Guenther Oettinger, atualmente comissário de Energia da União Européia declarou: “Se assumirmos a seriedade da tragédia no Japão e analisarmos que o vazamento pode ter alterado o que antes definíamos como ‘seguro’ em termos de energia nuclear, nada, nem mesmo o fechamento de usinas, pode ser descartado dos nossos planos”.

O que podemos perceber é que ainda não é possível saber quais serão os impactos desse acontecimento para a continuidade da energia nuclear e assim, quais serão os efeitos ao meio ambiente, mas o que já se sabe é que esse setor agora mais do que nunca está crise e será muito questionado sobre quais seriam as vantagens da utilização desse tipo de energia.

Aqui no Brasil, uma petição foi lançada pedindo a Presidente Dilma que  interrompa a construção da Angra III. Ricardo Baitelo, coordenador de campanha de energia Greenpeace Brasil, diz: “Elas são uma forma de geração cara e insegura. O país não precisa dela. Temos sol e vento suficientes para suprir nossas necessidades de energia no futuro. Exija um Brasil mais seguro e limpo”.

A energia nuclear era a solução encontrada por muitos países para frear em certa parte o aquecimento global. Esses agora precisam repensar qual será o plano de expansão de energia adotado, sobretudo, o futuro da energia nuclear! E você, já pensou nessa questão? Quais seriam as reais vantagens de sua utilização? E o Brasil, como deve se declarar em relação a energia nuclear? Energia nuclear, herói ou vilão?

Fontes:

http://www.institutocarbonobrasil.org.br/reportagens_carbonobrasil/noticia=727083

http://www.institutocarbonobrasil.org.br/cidades1/noticia=727075

http://www.tnsustentavel.com.br/noticia/4593/vazamento-cria-duvidas-sobre-futuro-da-energia-nuclear

http://www.greenpeace.org/brasil/energia

Imagens:

Mudanças Climáticas