Posts Tagged ‘CPEA’

8º Congresso de Extensão Universitária da UNESP

O Congresso de Extensão Universitária da UNESP visa compartilhar com a sociedade paulista uma parte das nossas melhores práticas extensionistas no sentido da ampliação da troca de conhecimentos e saberes sistematizados entre a Universidade, a Comunidade e as diversas esferas do poder público, visando assim otimizar a efetividade da transferência de conhecimentos disponíveis no meio acadêmico à sociedade. E foi realizado a 8º edição quinta-feira dia (01/10) nas Unidades Universitárias em: Araçatuba, Araraquara, Assis, Bauru, Botucatu, Franca, Guaratinguetá, Ilha Solteira, Jaboticabal, Marília, Presidente Prudente, Rio Claro, São José do Rio Preto, São José dos Campos e São Paulo. E  nos Campus Experimentais: Dracena, Itapeva, Ourinhos, Registro, Rosana, São João da Boa Vista, Sorocaba e Tupã. Os trabalhos puderam ser inscritos via SITE DO EVENTO e deveriam ser inseridos em três diferentes eixos:

 

Eixo 1 – “Direitos, Responsabilidades e Expressões para o Exercício da Cidadania” (inclui as áreas de: Comunicação, Cultura, Direitos  Humanos, Educação, Política e Economia).

Eixo 2 – “Os Valores para Teorias e Práticas Vitais” (inclui as áreas de: Meio Ambiente, Saúde e Ciências Agrárias e veterinárias)

Eixo 3 – “Novas Tecnologias: Perspectivas e Desafios” (inclui as áreas de: Tecnologia, Trabalho, Espaços Construídos, Geração de Renda e Tecnologia Social)

A organização dos 3 eixos temáticos teve como modelo o II Congresso da AUGM.

 

 O CPEA ganhou com o trabalho “Possibilidades para o uso do audiovisual como ferramenta pedagógica em assentamentos rurais” dentro da temática 2. Os trabalhos premiados em todas as unidades podem ser consultados AQUI.

 

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Dia Mundial da Alimentação: Celebrar o que?

Mirian Claudia Lourenção Simonetti

Adriane Camargo

 

Hoje, dia 16 de outubro,150 países celebram o Dia Mundial da Alimentação. A data, estabelecida pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), tem o objetivo de chamar atenção para o problema que afeta, atualmente, cerca de um bilhão de pessoas em todo o mundo. Com o tema “Unidos contra a fome”, a intenção da edição deste ano é reconhecer os esforços na luta contra a fome a nível nacional, regional e internacional, e unir os diversos setores da sociedade em “busca de justiça social e de melhores redes de seguridade social para os pobres”.

De acordo com o documento “Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e no Caribe”, da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a situação da região não é nada animadora. Publicado no dia 13 de outubro, o informe afirma que, dentre todas as regiões do planeta, a América Latina e do Caribe foi a única a não conseguir reduzir expressivamente a fome durante o ano de 2010. Conforme o relatório, essa “é a única região no mundo onde o número de pessoas com fome continua a ser praticamente inalterada entre 2009 e 2010, com cerca de 53 milhões de pessoas”.

Ainda de acordo com o mesmo documento, a subnutrição diminuiu de 53,1 mi para 52,5 mi de pessoas atingidas, porém esse número se mostrou muito aquém do que se esperava. Para a FAO, alguns fatores ajudam a explicar o porquê do nível de subnutrição não ter decrescido conforme almejado. Entre esses fatores estariam o impacto da crise econômica nos países da região e o posicionamento do Estado diante dela e a demanda social que essa gerou. “Deve-se notar que mesmo que o pior da crise econômica internacional tenha sido deixado para trás, as suas conseqüências sociais podem permanecer por muito tempo na região” – afirma a FAO.

Entretanto, a FAO aponta para alguns avanços, tais como o aumento da produção e do consumo alimentar na região, contudo, aponta também que o aumento dos preços dos alimentos pressiona ainda os níveis de desnutrição, causado pelo aumento da insegurança alimentar. “No atual contexto de volatilidade prevê-se um aumento na inflação dos alimentos que corrói o poder de compra e mantém altos níveis de vulnerabilidade à insegurança alimentar” – alega a organização.

A organização afirma que serão necessários, para que se reverta essa situação, o estabelecimento de vínculos substanciais entre crescimento econômico e promoção da equidade social. Para tanto, são necessárias políticas públicas para a promoção da segurança alimentar que visem a produção alimentícia pela agricultura familiar e a ampliação da proteção social por parte do Estado. A FAO salienta ser necessária “uma agenda política para a segurança alimentar […] deve ligar o crescimento econômico com inclusão social. Suas três principais ações devem ser as políticas inter-setorial e territorial (agrícola, trabalho, financeiro, saúde, educação, proteção social) com a ampliação da participação social para formar uma extensa rede de segurança social para os pobres.”

O Dia Mundial da Alimentação (DMA) tem o objetivo dar visibilidade ao problema da fome e incentivar a solidariedade nacional e internacional no combate à fome, má nutrição e pobreza, assim como buscar uma maior participação da população rural nas decisões e atividades que interferem suas condições de vida. Em Cuba, as atividades já começaram desde a última sexta-feira (8), com coletivas de imprensa, seminários, jornadas e corridas populares com a fome e a soberania alimentar como motes principais. Em El Salvador, o evento principal do DMA 2010 aconteceu com um ato de celebração e coleta de assinaturas da campanha “Um bilhão de pessoas vive com fome”, no Centro Internacional de Feiras e Convenções (CIFCO).

No Chile realizou o Seminário Dia Mundial da Alimentação, no Escritório Regional da FAO. Na Colômbia, o dia de hoje foi marcado com diversas ações, como: “Fórum Biodiversidade e Ecoeficiência: seu papel na segurança alimentar”, “Fórum Prevenção da Desnutrição na Primeira Infância”, “II Feira Regional de Experiências para a Soberania Alimentar ‘Sementes, Saberes e Sabores’’. Outra atividade importante no combate a fome no mundo é a campanha “Um bilhão de pessoas vive com fome crônica e eu estou louco de raiva”, a campanha “1billionhungry” (um bilhão com fome) que disponibiliza uma petição on-line que pressiona os governos de todo o mundo a priorizarem o combate à fome em suas ações. Até hoje, dia 16 de outubro, 1.108.883 pessoas de diversos países haviam assinado o documento. Os interessados em participar da campanha devem firmar a petição on-line com nome, e-mail, cidade e país. Quem quiser ainda pode divulgar a campanha para os amigos e observar quantos deles aderiram à ação. Mais informações em: http://www.1billionhungry.org/

Cuide do planeta

Vídeo da WWF sobre a ação humana no planeta.

Fonte: WWF

Vídeo promovido pela GNT Sustentabilidade

Fonte: GNT

Mudanças no Código Florestal representa atraso para o país e para o planeta

Mirian Cláudia Lourenção Simonetti

De acordo com a pesquisa encomendada pela ONG Amigos da Terra ao Datafolha*, 91% dos brasileiros consideram que leis rígidas tais como o atual Código Florestal podem impedir o desmatamento das florestas e 5% consideram que a atual legislação ambiental é satisfatória. Mesmo assim, no dia 6 de julho, os congressistas se manifestaram contra nação. Depois de discutir o assunto por dois dias, a Comissão Especial criada para analisar os projetos que alteram o Código Florestal aprovou por 13 votos a 05, as alterações propostas pelo deputado Aldo Rebelo, do PCdoB-SP.
Se aprovado no Congresso Nacional o Projeto de Lei que altera o Código florestal representará um dos maiores retrocessos de nossa história em termos de legislação ambiental.

Havia uma evidente necessidade de atualização do Código Florestal. Foi constituída então uma Câmara Técnica Temporária no Conselho Nacional de Meio Ambiente que vinha, desde abril de 1.999, construindo a modernização da legislação florestal, mediante ampla consulta e, portando, de forma democrática.
Entretanto, este debate democrático foi desprezado por uma proposta engendrada pelo setor ruralista, e se constitui hoje na maior ameaça aos ecossistemas brasileiros.

Entre os principais ABSURDOS da proposta de Lei formulada por representantes da Confederação Nacional da Agricultura, entidade que defende os interesses dos ruralistas, estão:
1.-Anistia geral aos desmatadores de Reservas Legais e Áreas de Preservação Permanente;
2.-Redução da área da Reserva Legal no Cerrado de 50% para 20%;
3.-Redução da área de Reserva Legal da Amazônia de 80% para 50%;
4.-Reflorestamentos de eucaliptos ou de pinus (que são espécies exóticas!) e ainda plantios de eucalipto, manga, côco, limão ou outras culturas, por exemplo, poderão ser consideradas como Reserva Legal, ou seja, recebem “status” de vegetação nativa.
5.-O projeto permite ainda que florestas nativas sejam absurdamente convertidas em lavouras nas propriedades mais produtivas, sem qualquer licença das autoridades ambientais e a exploração econômica de florestas e outras formas de vegetação nas áreas de preservação permanente (margens de rios, lagos e reservatórios, áreas de encosta e topos de morros). Admite, também, que se usem florestas de preservação permanente para realização de construções, abertura de estradas, canais de derivação de água e ainda atividades de mineração e garimpo.

Um dos pontos fundamentais nesta discussão, e é aqui que se explica todo o interesse dos proprietários rurais em golpear a lei, se refere às Reservas Legais. A redução destas reservas, obrigatórias nas fazendas, é uma cobiça antiga dos produtores rurais, ansiosos por se desfazer desta exigência incômoda que impede o aumento de suas fronteiras agrícolas e a exploração dos recursos madeireiros nelas existentes.

Segundo a entidade WWF (World Wildlife Foundation), o Brasil já perdeu dois quintos de suas florestas naturais. A lei atualmente em vigor, que estabelece reservas legais de florestas naturais, não impediu que o Brasil seja o segundo país mais desmatado do mundo, logo atrás da China.

O substitutivo do Executivo vem piorar ainda mais a atual situação, pois abre condições para acelerar o processo de destruição florestal e incentivar o desmatamento.

As florestas e outras formas de vegetação nativa tropicais garantem a biodiversidade, estabilidade climática, qualidade do ar e da água doce. É interesse nacional protegê-las.

Pense de Novo

Vídeo promovido pela WWF sobre energia e novas tecnologias

Fonte: WWF

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Mudanças Climáticas