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IV JORNADA DE ESTUDOS AGRÁRIOS E 30 ANOS DO CPEA

Entre os dias 03 a 05 de Junho ocorrerá na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC)/campus de Marília, a IV Jornada de Estudos Agrários, que terá como eixo central a celebração dos 30 anos do Centro de Pesquisas e Estudos Agrários (CPEA) tratando dos desafios e perspectivas das pesquisas sobre Questão Agrária, Ambiental e dos Direitos Humanos.

Fundado em 1988 na Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC – UNESP/Marília) o CPEA tem como objetivo promover ensino, pesquisa e extensão sobre questão agrária e movimentos sociais, abrangendo linhas de pesquisas como: agricultura, desenvolvimento sustentável e meio ambiente; culturas tradicionais e etnoconhecimento; direitos humanos e a luta pela terra; movimentos sociais e a reforma agrária; e, políticas públicas ambiente e populações. No decorrer destas três décadas, o Centro desenvolveu na área de pesquisa e extensão diversos trabalhos científicos, dentre eles: relatórios, artigos, monografias, livros, teses, dissertações, documentários, além da promoção de eventos na própria universidade e fora dela.

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MARÍLIA PARTICIPARÁ DA JORNADA UNIVERSITÁRIA DE LUTA PELA REFORMA AGRÁRIA (JURA)

O evento ocorrerá no dia 17 de abril de 2019 na UNESP/FFC – Campus de Marília, no período da manhã, tarde e noite.

Gabriela Louzada

 

A Jornada Universitária de Luta pela Reforma Agrária (JURA) criada no 2º Encontro Nacional dos Professores Universitários, realizado em 2013, acontece anualmente nos meses de Abril e Maio em universidades de todo o país, com a parceria do Movimento Sem Terra (MST).  O período escolhido para o evento concilia com o dia 17 de abril, no qual ocorreu o massacre de Eldorado dos Carajás, em 1996, marcado pela morte de 19 trabalhadores Sem Terra.

A JURA promove um importante espaço para discutir as questões relacionadas à Reforma Agrária, à Soberania Alimentar e as lutas no campo, além de fomentar atividades culturais e feiras agroecológicas como parte do evento.

A Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP) – Campus de Marília será uma das universidades que sediará a JURA. O evento irá ocorrer no dia 17 de abril de 2019, no anfiteatro da universidade. Segue a programação:

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Durante o mês de Abril, no período de 09 a 28, a biblioteca da universidade terá um espaço de exposição de fotografias feitas pelos pesquisadores do projeto “Tecnologias Sociais em Segurança Alimentar e Nutricional: vídeo e fotografia como possibilidade de valorização de saberes em Agroecologia e Educação do Campo” em trabalhos de campo nos assentamentos do MST Luiz Beltrame de Castro (Gália/SP) e Reunidas e Dandara (Promissão/SP), e na Feira Popular de Luta contra os agrotóxicos, que ocorre em Marília e viabiliza a venda de alimentos produzidos nesses assentamentos.

 

APOIOS:

UNESP – Faculdade de Filosofia e Ciências, campus de Marília.

ONG Origem

Centro de Pesquisa em Estudos Agrários (CPEA)

Movimento Sem Terra (MST)

Grupo de Pesquisa Organização e Democracia (GPOD)

Prefeitura de Marília

Seção Técnica de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (STAEPE)

As flores do campo.

Hoje dia 8 de março é celebrado o dia internacional da mulher, o CPEA gostaria de dedicar essa postagem a todas as mulheres,em especial, as mulheres do assentamento Reunidas que são exemplo da resistência das mulheres no campo. O vídeo abaixo mostra a organização de mulheres Flores do campo, gostaríamos de deixar este poema como uma singela homenagem a elas.

O Cântico da Terra

Cora Coralina

Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.

Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranqüila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.

Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.

A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.

E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranqüilo dormirás.

Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.

 

 

 

Os ajustes fiscais e seus impactos no campo.

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Ontem, terça-feira (2), lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) convocaram a imprensa para  uma entrevista coletiva (Confira a entrevista na integra no site do MST) onde apresentaram um balanço político do movimento do ano de 2015, e as perspectivas para o ano de 2016. Na entrevista coletiva, afirmaram que não houve nenhuma conquista integral na agenda de reforma agrária, e acentuaram que:  “2015 Foi um ano perdido para a Reforma Agrária”. O maior inimigo do movimento foram os ajustes fiscais que atingiram em cheio o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), dos programas que mais sofreram cortes em 2015, como mostra levantamento do jornal O Estado de São Paulo, com base em dados do Orçamento da União estão:

- Luz Para Todos: Programa lançado em 2003, que visava beneficiar o contingente de dois milhões de famílias no meio rural brasileiro que vivia sem energia elétrica. Foram investidos R$ 22,7 bilhões nas obras do Programa Luz para Todos, sendo R$ 16,8 bilhões do governo federal e o restante com recursos dos governos estaduais e das distribuidoras de energia. A previsão do programa era de que até 2018 mais 1 milhão de pessoas seriam beneficiadas, o que pode não ocorrer já que o governo vem aplicando os cortes.

- Pronaf: Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar financia projetos individuais ou coletivos que geram renda aos agricultores familiares e assentados da reforma agrária, possuindo baixas taxas de juros dos financiamentos rurais. Assim como o programa Brasil Sorridente e o Bolsa Família, recebeu mais dinheiro em 2015 comparado ao ano anterior, mas o valor também está abaixo da inflação, ou seja, perdeu investimento.

- Pronatec: Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego previa o aumento dos cursos técnicos e profissionalizantes para a juventude ingressar no mercado de trabalho. Em junho de 2015, o governo anunciou o corte de cerca de 2 milhões de vagas neste programa, cerca de 66% a menos de vagas em relação ao ano anterior. Em 2015 foram abertas um milhão de vagas, enquanto que em 2014 foram cerca de 3 milhões. O programa foi um dos principais eixos de campanha da presidente Dilma, ligado a política que o governo tentou vender de “pátria educadora”, mas que segue não conseguindo. No Orçamento aprovado em dezembro de 2015, o Pronatec caiu 44% em investimento em relação ao ano anterior.

A Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) afirma que em estados como São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná, o governo não renovou contratos de fornecimento de alimentos este ano, tampouco informou aos produtores com antecedência que o programa sofreria cortes.Somado a esse cenário de redução dos investimentos e corte de verbas vem a negligência do governo em alternativas efetivas, o que prejudica a vida de quem sobrevive com os programas sociais, entre eles, produtores rurais.

Em 2016 o cenário não é diferente, o governo já divulgou que, frente a crise, serão necessários novos ajustes fiscais, entretanto, o MST também já começou a se mobilizar, houve somente no começo deste ano diversas ocupações em sedes do INCRA por todo o país.

8º Congresso de Extensão Universitária da UNESP

O Congresso de Extensão Universitária da UNESP visa compartilhar com a sociedade paulista uma parte das nossas melhores práticas extensionistas no sentido da ampliação da troca de conhecimentos e saberes sistematizados entre a Universidade, a Comunidade e as diversas esferas do poder público, visando assim otimizar a efetividade da transferência de conhecimentos disponíveis no meio acadêmico à sociedade. E foi realizado a 8º edição quinta-feira dia (01/10) nas Unidades Universitárias em: Araçatuba, Araraquara, Assis, Bauru, Botucatu, Franca, Guaratinguetá, Ilha Solteira, Jaboticabal, Marília, Presidente Prudente, Rio Claro, São José do Rio Preto, São José dos Campos e São Paulo. E  nos Campus Experimentais: Dracena, Itapeva, Ourinhos, Registro, Rosana, São João da Boa Vista, Sorocaba e Tupã. Os trabalhos puderam ser inscritos via SITE DO EVENTO e deveriam ser inseridos em três diferentes eixos:

 

Eixo 1 – “Direitos, Responsabilidades e Expressões para o Exercício da Cidadania” (inclui as áreas de: Comunicação, Cultura, Direitos  Humanos, Educação, Política e Economia).

Eixo 2 – “Os Valores para Teorias e Práticas Vitais” (inclui as áreas de: Meio Ambiente, Saúde e Ciências Agrárias e veterinárias)

Eixo 3 – “Novas Tecnologias: Perspectivas e Desafios” (inclui as áreas de: Tecnologia, Trabalho, Espaços Construídos, Geração de Renda e Tecnologia Social)

A organização dos 3 eixos temáticos teve como modelo o II Congresso da AUGM.

 

 O CPEA ganhou com o trabalho “Possibilidades para o uso do audiovisual como ferramenta pedagógica em assentamentos rurais” dentro da temática 2. Os trabalhos premiados em todas as unidades podem ser consultados AQUI.

 

Assentamentos de reforma agrária: oportunidade/possibilidade para as novas gerações.

Foto de Edson Silva/Folhapress

Foto de Edson Silva/Folhapress

Alex Arbarotti

Mestrando Sociologia UFSCar/Bolsista FAPESP

Muitas vezes os assentamentos de reforma agrária são questionados sobre sua viabilidade no sentido de não proporcionarem sustento nem mesmo às famílias que neles moram. Entretanto, a despeito das informações deprecativas e da sistemática diminuição de investimentos do poder público nesses projetos de assentamentos eles veem se demonstrando como local de produtividade e oportunidade/possibilidade para as novas gerações como noticiado em duas reportagens da Folha de São Paulo.

A primeira reportagem afirma que o movimento de retorno ao campo é perceptível em todo país nos últimos anos[i]. E a segunda reportagem traz à cena a realidade de retorno de filhos e netos de assentados da cidade para os assentamentos[ii].

Na primeira reportagem Vera Botta Ferrante afirma que a volta do jovem, e em alguns casos os que permaneceram, contribui para trazer novas ideias, nesse sentido ela traz o caso de um rapaz que queria montar uma gráfica para produzir rótulos dos pães e bolos produzidos no Assentamento Bela Vista na cidade de Araraquara – SP.

Bernardo Mançano Fernandes afirma, na segunda reportagem, que a volta das novas gerações tem ocorrido em assentamentos de todo país. Segundo ele isso ocorre como resultado do alto custo de vida nas cidades e em contrapartida o aumento da infraestrutura nos assentamentos, bem como as políticas públicas de incentivo a agricultura familiar.

É nesse sentido que Elisa Guaraná Castro (2008) diz que os estudos sobre juventude no campo deve superar a categoria ficar e sair como uma categoria concreta ou um movimento definitivo dos jovens, pois essas abordagens acabam não percebendo outros elementos nas múltiplas formas de vivencias que são apresentadas na dinâmica social destes jovens e as novas formas de se relacionarem com a terra. Isso é importante, porque como visto na reportagem é cada mais recorrente encontrar jovens, filhos e netos de assentados, que vem afirmando que querem assumir o projeto de assentamento, mas em uma nova perspectiva, realizando um reordenamento da imagem e do dito ethos do camponês tradicional (CASTRO, 2008).

Assim, é possível afirmar que os assentamentos são espaços de oportunidade/possibilidade para as novas gerações em relação às representações de múltiplos vividos e construções de identidades e subjetividades em um processo de construção de sentidos individuais, coletivos, culturais e históricos na criação e recriação cotidiana (MARTINS, 2010). Entretanto ainda faltam políticas públicas sérias e investimentos para que esses espaços possam se tornar cada vez mais espaços de trabalho digno, moradia boa e produção rentável e sustentável.

 

Referências

CASTRO, E. G. As jovens rurais e a reprodução social das hierarquias: relações de gênero em assentamentos rurais. In: FERRANTE, V. L. B. WHITAKER, C. A. (org) Reforma agrária e desenvolvimento: desafios e rumos da política de assentamentos rurais. São Paulo: UNIARA, 2008.

MARTINS, J. S. A sociabilidade do homem simples: cotidiano e história na modernidade anômala. São Paulo: Contexto, 2010.

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[i] “Movimento de retorno ao campo se repete no país, afirma docente”. Folha de São Paulo. 17 de novembro de 2012. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/ribeiraopreto/1186862-movimento-de-retorno-ao-campo-se-repete-no-pais-afirma-docente.shtml

[ii] “Filhos e netos de sem-terra deixam cidade e voltam para o campo”. Folha de São Paulo. 17 de novembro de 2012. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/ribeiraopreto/1186860-filhos-e-netos-de-sem-terra-deixam-cidade-e-voltam-para-o-campo.shtml

O Campesinato Enquanto Significado Moral: Aproximações à Klass Woortmann.

       Bruno Lacerra¹

Para Woortmann² as análises do campesinato que pensam o modo de produção agrário decorrente do modo de produção feudal e estruturalmente subordinado ao modo de produção hegemônico do capital, corroboram para uma visão economicista da construção do campo, pensando sistematicamente em um “homo economicus”. Para o autor deixar a observação dos aspectos econômicos e partir para uma empreitada analítica da existência de uma ética no campo, significa observar a subjetividade do ser social, entendendo os significados das ações dos indivíduos forjadas por uma moral constituinte da ética compartilhada pelo campesinato.

A perspectiva do significado de cultura enquanto valor moral, assim como demonstra o autor, não exclui a análise do campo enquanto fator econômico, mas ao mesmo tempo, sugere que o “homo economicus” e o “homo moralis” constituem um mesmo sujeito que não pode ser pensado somente por uma perspectiva teórica.

A interpretação do autor acerca da condição do campesinato se dá a partir da análise do discurso desses camponeses, com o intuito de que o próprio ser social se coloque como tal, e que não somente o cientista interprete e dê significado a eles, constituindo um objeto fruto de uma abstração de seu olhar. Na perspectiva desses camponeses, a terra não é vista como um objeto (fator de produção), mas como a expressão de uma moral, representada no contexto por valores éticos.

A moral campesina é constituída então por um conjunto de valores que para o autor são:

       Terra/ Trabalho/Família/Liberdade

Na análise empreendida acerca do discurso dos referidos camponeses, a terra é percebida enquanto um patrimônio de onde se retira o fruto do trabalho, que garante o sustento da família e das próximas gerações. O trabalho por sua vez, se constitui na integração da força (de trabalho) familiar, elemento que garante a alimentação de todos os integrantes da família, que é entendida, além de uma unidade de produção, também como núcleo que dá base para uma organicidade social camponesa, elemento estruturante, socializador de seus integrantes. O valor “liberdade” é atribuído ao fato de não se sujeitar ao outro, ao ritmo ou às condições de trabalho de outrem, nesse aspecto, possuir um pedaço de terra retira o camponês da condição de assalariado, da sujeição, da humilhação, do cativeiro que se estabelece quando não se possui liberdade.

Esses valores morais que conduzem a ação e orientam fins e estratégias para promover a manutenção da vida campesina são compartilhados pelos camponeses em maior ou menor grau dependendo do tempo e do espaço, constituindo um “ethos” camponês. Nesse sentido relativo da formação do “ethos” camponês o agricultor pode ter uma concepção dupla da realidade tendendo a ética campesina ou à concepção mercadológica (capitalista).

Exemplo:

“Um camponês recobrir o sitio de pasto com o intuito de valoriza-lo no mercado de terras podendo assim comprar mais terras e ter o que deixar para seus filhos”.

Nesse caso, o camponês opera em uma lógica empresarial, na medida em que valoriza o seu meio de produção para conseguir mais terras, mas com o intuito moral ao ponto que busca a manutenção de sua família no campo. O autor indica que práticas aparentemente semelhantes podem ter motivações diferentes, motivações econômicas ou motivações de ordem tradicional³.

A ação camponesa em uma perspectiva de produção para o mercado não significa em si uma modernização no plano dos valores, ou seja, o camponês pode produzir para o mercado com o intuito de se manter no campo observando a terra como um patrimônio da família, sendo assim, esse camponês está ligado a terra na medida em que ela expressa o valor família.

Woortmann ressalta que nas relações sociais objetivas cotidianas, essas representações valorativas campesinas podem encontrar-se adormecidas ou naturalizadas, mas que, podem se transformar em “projeto” (fator de união) em momentos de crise frente às condições de exploração do capital. Nesse contexto a reconstrução de uma ordem tradicional se apresenta como um projeto de mudança.

A partir desse raciocínio podemos entender que a tradição é um meio de sobreviver às grandes transformações, nas palavras do autor, “a tradição, então, não é o passado que sobrevive no presente, mas o passado que, no presente, constrói as possibilidades de futuro”.

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1. Bruno Lacerra é graduando em Ciências Sociais, Unesp-Marília. Membro do Grupo de Estudos Pensamento Político Brasileiro e Latino-Americano, Bolsista do projeto Tela Crítica e colaborador do Centro de Estudos e Pesquisas Agrárias CPEA, Unesp – Campus Marília – SP.

2. Klass Woortmann possui graduação em Geografia e História pela UFRJ (1956), mestrado em Sociologia pela Universidade Federal da Bahia (1969) e doutorado em Antropologia Social e Cultural – Harvard University (1975). É professor titular aposentado do Departamento de Antropologia da UN B. Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Teoria Antropológica, campesinato, família, parentesco e patrimônio.

3. Exemplo: O posseiro, movido pela racionalidade economicista (razão econômica) invade terras com o intuito de capitalizar mais recursos, esse episódio se diferencia de uma ocupação de terras pelos filhos de colonos que buscam “restaurar uma tradição centrada na família e no parentesco” na medida em que ela é motivada por razões de ordem da tradição. Nesse ultimo caso se subverte a ordem econômica para reinstalar a ordem moral.

Referência Bibliográfica:

WOORTMANN, K. Com parente não se neguceia. O campesinato como ordem moral. Brasília: Editora Universitária de Brasília/Tempo Brasileiro, 1990. ( Anuário Antropológico/87)