Como limões podem explicar conflitos.

Carolina Fernandes Carvalho.

Filmes exemplificam de modo prática e audiovisual acontecimentos cotidianos, e que de alguma forma que existe um por quê da história ser contada.

Etz Limon, em inglês Lemon Tree, sem tradução ao português, é uma produção israelense do diretor Eran Riklis. O contexto histórico do filme é envolto ao conflito israelo-palestino, tendo inicio no ano de 1920.

A história é da viúva Salma, interpretada por Hiam Abass, que tem como um pomar de limão como meio de subsistência, dentro dos limites da Palestina. O Ministro de Defesa de Israel torna-se seu vizinho.

Acreditam que o pomar é inseguro pois um terrorista pode se esconder ali, e cometer um atentado contra o ministro. Salma é avisada que o pomar será destruído, com medo de perder sua fonte de renda ela vai aos tribunais. Acaba se tornando um fato mediático e há especulações de ambos lados.
A trama felizmente tem um desenrolar paradoxal, há o ponto de vista privado do conflito e a relação de duas mulheres diferentes, Salma e a esposa do ministro, que é judia.

Em uma parte do filme, a esposa se põe claramente a favor da viúva. As mulheres nesse filme não tem visão simplistas, e sim, são símbolos de resiliência.
O filme mostra um conflito sem precisa expor cenas de violência, a violência presente é interior: o choque de duas culturas em um espaço separados por uma cerca e limoeiro.

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