Manifestação feminina no Rio Grande do Sul.

Carolina Fernandes Carvalho.

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Foto de Ana Peroskaya e Carlos Alberto.

 

Em pleno século XXI, onde há a predominância de tecnologia e novos paradigmas, a  violência contra a mulher ainda existe.  De 2009 a 2010, houve  cerca de 16,9 mil feminicídios, ou seja, assassinatos contra o gênero feminino. Existe a urgência de acabar com a submissão e segregação das mulheres.

As mulheres do MST protestaram no dia 12 de março, ontem, em Porto Alegre (RS) reivindicando o fim da violência e o acesso a educação pra as crianças de até seis anos de idade.

Segue abaixo a notícia:

“Nesta quarta-feira (12), cerca de 300 mulheres do campo e da cidade realizaram diversas mobilizações pelo dia internacional de luta das mulheres, 8 de março, em Porto Alegre (RS).

Às 10h, marcharam até o Ministério Público onde protocolaram o documento “Carta das mulheres aos operadores do direito”, ao exigirem mais empenho na aplicação da Lei Maria da Penha e proteção às mulheres vítimas de violência.

No local, foram cravadas cruzes e pintados corpos no asfalto, em alusão às mulheres vítimas da violência no país. Também entregaram panfletos em diálogo com a população que observava o ato.

À tarde, a marcha retornou ao Parque Harmonia, onde foi realizada uma série de debates sobre a luta das mulheres, a questão da violência, o plano camponês, a Reforma Agrária Popular, o direito à creche, o Plebiscito pela Reforma Política e a mercantilização do corpo feminino.

Às 14h, as mulheres seguiram até a Prefeitura da cidade para lançarem a campanha nacional por creches, ao exigirem que o acesso à educação infantil seja um direito de toda criança de 0 a 6 anos de idade.

Segundo elas, existem milhões de crianças que esperam nas filas por vagas, em torno de 79% não tem esse direito, o que dificulta sua inserção no mercado de trabalho, de estudar ou tempo para outros afazeres.

O ato contou com apoio de diversas organizações, que ressaltaram a importância da unidade e mobilização das mulheres na luta.

Após sua finalização, uma comitiva das mulheres foi recebida pela Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, a quem entregaram os documentos encaminhados ao Ministério Público.

Uma carta também foi encaminhada aos deputados na Assembleia Legislativa, exigindo a aprovação do Projeto de Lei pela implementação de 8 novas varas no RS e pela extinção do projeto do estatuto do nascituro. “

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