Via Campesina se reúne amanhã na Nicarágua para início de Assembleia Continental

Mais de 300 representantes de organizações campesinas, de trabalhadores rurais e indígenas na América Latina e Caribe participarão na Nicarágua da assembleia continental do movimento Via Campesina, informou nesta quinta-feira um dirigente sindical.

Em declarações à Prensa Latina, o nicaraguense Edgardo García, um dos organizadores do evento, disse que nesta quinta-feira começarão os primeiros contatos de trabalho, antes da abertura do fórum amanhã, sexta-feira.

O secretário geral da Associação de Trabalhadores do Campo distinguiu a presença de representantes da Ásia, África e Europa, integrantes da Via Campesina, um esforço de consulta mundial surgido em 1994 como parte da luta social contra o capitalismo e suas políticas neoliberais.

Até o próximo dia 21 se estenderão os debates, com sede nesta capital, sobre assuntos como soberania alimentar, reforma agrária, formação educativa de trabalhadores agrícolas e campesinos, criminalização da luta popular, detalhou.

O fórum também examinará a situação de jovens e mulheres em áreas rurais e comunidades indígenas, assim como a acumulação de espaços de poder frente ao domínio das grandes transnacionais no setor agrícola, explicou García.

Criamos este encontro como uma oportunidade para unificar esforços no enfrentamento ao capital e para intercambiar experiências sobre os processos de mudança política, econômica e social em nosso continente a favor da emancipação dos povos, comentou.

A Assembleia Continental, recordou, é uma instância entre cada congresso e o mais recente aconteceu em 2010 na cidade de Quito, Equador, com a presença do presidente do país, Rafael Correa, e do representante boliviano, Evo Morales.

O V Congresso Latino-americano da Coordenadoria Latino-americana de Organizações Campesinas (Cloc) da Via Campesina apontou entre seus objetivos fortalecer a campanha pela não violência contra as mulheres, a articulação campo-cidade e o estabelecimento de aliança com outros setores, ilustrou.

Também serviu para estimular a participação de intelectuais e jovens a favor do movimento e da incorporação de novas organizações à Cloc, considerou García.

Nosso movimento, disse, está sustentado em seu caráter anticapitalista, antineoliberal e antiimperialista, ao levantar o socialismo como visão compartilhada.

Essa celebração da primeira Assembleia Continental é uma oportunidade para expor a realidade nicaraguense com o governo do presidente Daniel Ortega, quando sobressai o impacto de múltiplos programas contra a pobreza e a restituição de direitos cidadãos, opinou.

Para o dia 21 no Monumento ao Che, resumiu, convocamos a um ato de solidariedade com a luta campesina e indígena em Honduras e Guatemala, cujos povos têm sido vítimas sistemáticas de políticas de criminalização.

A notícia é da PL

Fonte: ADITAL <http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&lang=PT&cod=71412>

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