A sabedoria do “homem vermelho” versus a estupidez do “homem branco”

 Thassio Soares Rocha Alves


 Durante os últimos meses pudemos estudar com mais profundidade o fenômeno chamado Globalização, bem como seus antecedentes, seus reflexos, seus impactos. E foi esse ultimo que me chama mais atenção, os impactos sejam eles econômicos, sociais, ambientais, culturais, que foram “trazidos” pelo capitalismo e pela globalização. Tendo como base os impactos ambientais gerados pelo sistema capitalista, vemos que o mundo vive em uma crise, aonde de acordo com muitos, vem gerando suicídio coletivo, pois esta levando o mundo ao uma situação de inexistência de formas de vida. O “homem branco” estaria assim contrariando o principio básico de preservar os seus bens, seria assim o único animal a destruir o meio onde vive.

Estamos terminando a primeira década do terceiro milênio, e as perspectivas são cada vez piores em relação aos impactos ambientais existentes. O grande problema é que esse modelo errôneo não é recente, já vem causando problemas desde o inicio do sistema capitalista, essa caduquice do modelo capitalista fica evidente no texto do cacique Seattle. É nesse texto que se encontra a grande chave para minha reflexão: como os “homens vermelhos”, tidos sem instrução, conseguem ter noção da importância da natureza e o “homem branco”, tido com mais capaz, não tem capacidade de observar a importância do meio ambientes, diminuindo gradativamente sua existência no planeta.

Esse modele capitalista, de acumular capital, querer sempre mais, comprar, consumir, destruir, não leva em consideração a importância da questão ambiental. Podemos produzir mais carros, geladeiras, celulares, mas não podemos extrapolar a barreira do necessário, do útil. O consumismo é uma doença da globalização, assim como a depressão e a obesidade. Além dessas doenças, temos a alienação para com as marcas das grandes potencias, dos “American Way of Life”, da Coca Cola Nike, Sony, Apple, Microsoft, do petróleo.  Mas em nenhum momento foi feita uma analise da capacidade do mundo continuar existindo com esse padrão, na capacidade do Capitalismo se sustentar, se alimentar, se manter, continuar nesse ritmo de crescimento. É necessário haver a divisão do que é produzido, levar isso que é produzido a totalidade da população, descentralizar o poder, diminuir o consumo.

 Vivemos sim em uma era de estúpidos, inconseqüentes, que não tem a sensibilidade e a capacidade de não pensar apenas no “progresso” atual, sem levar em consideração as próximas gerações. Seus filhos e netos, como viverão? Essa é a pergunta que os que determinam essa era da estupidez não conseguem responder, não tem a capacidade de analisar os impactos que essa geração atual esta causando para o mundo, e de como esses impactos ambientais serão mais fortemente sentidos nos próximos anos. O mundo nos padrões que vivemos é insustentável, em poucos anos entrará em ruína. Não existe hoje, e dificilmente haverá formas de continuar com esse padrão de consumo, a produção será insuficiente, os recursos serão insuficientes, e muitos desses recursos são naturais, ou seja, pra continuar com esse padrão de consumo, tem que haver mais depreciação do bem natural. Não existe no mundo petróleo suficiente pra mover mais e mais carros, madeira pra queimar nas fornalhas, borracha para os pneus, água para as indústrias.

Se não houver uma conscientização da sociedade, para mudar assim o padrão de vida dos dias de hoje, esse padrão não durará até 2050, como evidente no documentário, onde a sociedade por anos priorizou apenas o acumulo de riquezas, deixando de lado a importância do meio ambiente. Vale então refletirmos sobre o modo de vida que escolhemos, de como o excesso de bens inúteis leva a destruição ambiental, levando assim a piora na nossa qualidade de vida, principalmente das próximas gerações.

Temos muito o que aprender com o meio ambiente, muito o que aproveitar dele, mas dando a rela importância de sua existência, prezando sempre pela sabedoria do “homem vermelho”, de preservar o maximo aproveitando assim o que a natureza nos oferece. Não o padrão de estupidez do “homem branco” de usufruir tudo agora, não se importando com o que vão enfrentar as próximas gerações.

Fica como reflexão a viabilidade do sistema que vivemos, até quando ele conseguirá se sustentar.

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