Os Impactos de uma sociedade individualista

Ramon Urrea Matano  


Há 13 bilhões de anos com a “Grande Explosão”, tudo foi sendo criado para que o planeta recebesse toda a vida aqui presente, com sua enorme diversidade de animais, plantas e também de recursos naturais, necessários à manutenção da existência de toda esta biodiversidade que aqui existe.

Com o passar das épocas, e por melhor falar, dos anos, com o avanço da industrialização e do que chamamos de capitalismo, surge o que podemos denominar de uma nova era, a era do consumismo. Isso ocorre devido ao capitalismo ferrenho existente, que faz com que as pessoas queiram e consumam cada vez mais, se esquecendo dos danos por trás disso.

Zygmunt Bauman, em sua obra Modernidade Líquida, destaca que estamos passando por uma transformação contínua, desde os tempos da revolução industrial. A modernidade tende a ser líquida, pois está em constante mudança, tudo aquilo que é líquido não mantêm sua forma com facilidade, diferentemente daquilo que já está construído, imposto, que está sólido.

A atual era moderna, diz Bauman, sedimentou uma nova ordem, voltada exclusivamente aos termos econômicos, onde a busca pelo bem-estar individual e o prazer trazido pelo dinheiro são os principais pontos a serem evidenciados. Esta dependência do capital, e o aumento massivo do pensamento individual nos dias de hoje, está mudando todos os tipos de relações sociais. Consequentemente, esse novo “estilo de vida”, acarreta em gravíssimos impactos ambientais também.

Em tempos de globalização, muitos aspectos relativos ao meio ambiente podem ser discutidos. Como exemplo, cabe destacar a importância do petróleo nos dias de hoje. Quase tudo depende do petróleo, sendo a civilização moderna altamente dependente dele. Em razão disto, a “guerra por recursos” não mede esforços.

         A riqueza gerada pelo “ouro negro” concentra-se nas mãos de pouquíssimos, e os estragos e a pobreza levada aos países como a Nigéria (que extrai um milhão de barris/ano) e outros países subdesenvolvidos, só aumenta.

         Consequências como a água contaminada, que acabam matando a população de cólera e febre tifóide, deixando os peixes escassos e cobertos por óleo, causando também doenças respiratórias, de pele e também câncer, associados à queima constante de gás, vem junto com o petróleo, que é queimado 24 horas por dia por grandes multinacionais, como a Shell.

         Florestas devastadas, geleiras derretendo de 7 a 10 metros por ano, usinas nucleares com vazamentos como no Japão há pouco tempo, frotas imensas de automóveise aviões sem que haja estrutura para tanto.

         Até quando suportará a terra?  As fontes de energia alternativa que existem há décadas são pouco usadas. Todo mundo tem pressa. Com o efeito estufa, a temperatura dos oceanos aumentando, aumentando também o número de furacões, terremotos e até erupções vulcânicas, os continentes e o clima serão gerados de acordo com as atrocidades ecológicas cometidas.

         Atrocidades que vem ao longo da história ceifando vidas através das guerras por mercadorias “interessantes” aos poderosos: Ouro, diamantes, pedras preciosas, especiarias, escravos, energia mais barata por séculos, terras férteis, água, e por fim o petróleo.

         As indústrias petrolíferas fazem o que querem e mudam até dados científicos oficiais sobre aquecimento global. É como se existisse um pacto onde o que fosse omitido deixasse de acontecer. Por exemplo: não falamos em aquecimento global e seus estragos e isso simplesmente não acontecerá. A economia das Nações está em colapso por conta das guerras, como a do Iraque que começou com a desculpa de armas de distribuição em massa e foi pura e simplesmente por petróleo

         Nós seres humanos somos treinados para lidar com ameaças imediatas, mas e a longo prazo? Vamos continuar omissos e esperar que os governos corruptos nos enganem e ainda nos matem com desastres naturais e fome? Nós estamos assistindo indignados às revoltas da natureza. Inundações, secas, incêndios, até quando ficaremos inertes omitiremos por acharmos que somos fracos diante dos que se acham “donos do poder”? Passou da hora de sairmos de nossa zona de conforto e fazermos o mínimo de nossa parte para desacelerar este processo de degradação ambiental

         É como Albert Einstein disse em uma de suas célebres frases: “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.”

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